O que é Ritalina?

Ritalina mitos e verdades

Criada por volta de 1950, a Ritalina é um medicamento desenvolvido inicialmente apenas para crianças com transtorno de atenção ou deficit e hiperatividade. Porém, com o passar dos anos, este medicamento passou e ficar famoso e ser consumido entre os adultos.

Ritalina é uma anfetamina usado no tratamento para uma doença que inicia na infância cujo paciente tem como sintomas principais deficit de atenção com ou sem hiperatividade.

 

Ritalina no tratamento de déficit de atenção

Ritalina, ou metilfenidato, é a alternativa medicamentosa mais comum para TDAH – Déficit de Atenção e hiperatividade. Dúvidas sobre medicação são muito comuns quando se tem suspeita ou um diagnóstico já confirmado de TDAH.

Recentemente, tem havido diversas críticas à aumento muito elevado (mais que 1.000% de aumento no Brasil) na prescrição de medicação para crianças, especialmente Ritalina (metilfenidato). Hoje, o Brasil é segundo pais que mais consome Ritalina no mundo. Além disso, o consumo por não-portadores de TDAH, vendas ilegais pela internet, abuso por jovens em baladas ou para melhores resultados em provas ou no trabalho, já assumiram proporções muito assustadoras e se assemelham a outras situações de tráfico de drogas.

 

O que é TDAH?

O TDAH é um transtorno metabólico neural que resulta em comportamentos mal adaptados (os mais comuns: impulsividade, agitação, dificuldade em manter-se quieto ou parar de falar; dificuldades para manter atenção em atividades muito longas, repetitivas ou que não sejam interessantes para o indivíduo; facilidade de distração por estímulos externos ou pensamentos “internos”, dando a impressão de estar “ausente”). Os portadores da síndrome frequentemente ganham apelidos e ficam estigmatizados; o metilfenidato pode favorecer a quebra do “círculo vicioso” criado pela hiperatividade em especial.

O metilfenidato só pode ser usado sob supervisão médica especializada neste tipo de transtorno. Por ser uma medicação psicoestimulante, seu uso provocaria uma maior produção e reaproveitamento de neurotransmissores, a exemplo da dopamina e da norepinefrina.

Normalmente, em atividades como estudo, leitura ou outras que exijam concentração, o cérebro aumenta os níveis de ativação, justamente para dar conta das exigências. Nos casos típicos de TDAH, a característica psicofisiológica mais comum é a hipofunção / hipoativação do córtex pré-frontal, na qual uma quantidade significativa de neurônios pulsam mais devagar que o esperado, especialmente quando as circunstâncias exigem maior esforço mental e, portanto, maior ativação.

Imagens funcionais do cérebro mostraram menor ativação das áreas frontais em portadores de TDAH, especialmente ao tentar concentrar ou realizar esforço mental. Estes desequilíbrios estão relacionados à ação de neurotransmissores, que por sua vez determinam os disparos elétricos dos neurônios. Apesar de não haver certeza sobre as causas destas alterações, estudos já apontaram forte correlação entre TDAH, tanto na forma de déficit de atenção quanto de hiperatividade e impulsividade, com hereditariedade.

Ritalina aumenta a inteligência?

 

Não, isso é um mito. Ritalina não vai te deixar mais inteligente, entretanto, certamente vai deixar seu cérebro mais ativo. Estudantes chamam a Ritalina de Pílula da Inteligência porque ela ajuda na memória, concentração, sendo útil para o período de estudos, mas este medicamento nunca foi testado em pessoas saudáveis e por isso não se sabe quais seriam as consequências de seu uso dessa forma. Assim, a Ritalina não deve ser usada para melhorar a memória e a concentração, ficando reservada apenas para o tratamento das doenças como narcolepsia, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, conforme indicado em sua bula. Se é estudante e precisa de um remédio para ficar acordado mais tempo com mais memória e concentração, veja as opções mais seguras de remédios para memória.

Benefícios da Ritalina

Aumento de Concentração

Ter foco para realizar qualquer tarefa em seu dia a dia é algo muito atrativo e é conquistado por quem utiliza o remédio. Os efeitos são notáveis, sobretudo quando se utilizam doses maiores.

 

A sensação de bem estar aumenta muito, pois você vê tudo sendo realizado de maneira plena, tem mais disposição para realizar tudo e “fazer acontecer”.

Maior Facilidade para Lidar com Problemas

Muitas vezes quem utiliza Ritalina sente mais facilidade em lidar com os problemas da rotina. Fica tudo mais fácil e, os problemas, solucionáveis de maneira rápida.

 

O que antes era difícil passa a ser mais fácil, sem que você se prenda demais aos problemas, consegue dar fluidez a vida.

 

Efeitos colaterais da Ritalina

  • Acatisia (agitação)
  • Alopécia (queda de cabelos)
  • Alteração da pressão e dos batimentos cardíacos (aumento ou redução)
  • Alteração do humor
  • Angina (dor no coração devida a isquemia miocardíaca, resultante da falta de sangue, que aumenta a falta de suprimento de oxigênio nos músculos cardíacos)
  • Arritmia cardíaca
  • Ataques de ansiedade ou pânico
  • Dilatação das pupilas
  • Dores de cabeça
  • Dores no estômago
  • Discinesia (presente em pacientes com mal de Parkinson)
  • Enjoos
  • Hipersensibilidade (incluindo coceiras na pele, urticária)
  • Insônia
  • Interrupção do crescimento
  • Letargia
  • Perda de apetite
  • Perda de sono
  • Palpitações
  • Perda de peso temporária
  • Ressecamento dos lábios (xerostomia)
  • Sonolência
  • Sudoração excessiva
  • Taquicardia
  • Tonturas
  • Perda de peso

O uso da Ritalina pode também ocasionar, em casos extremos hepatoblastoma, anemia, perda de peso, leucopenia, hipersensibilidade, visão embaçada e convulsões. Pacientes que realizaram o tratamento com metilfenidato e fizeram abuso de bebidas alcoólicas relatam moderada resistência aos efeitos do álcool, porém os efeitos malignos causados por tal abuso resultaram em grande desconforto psíquico e físico.

Também foi relatado que, devido à potencialização da euforia (causada pelo aumento da concetração da dopamina) e da concentração (decorrente do aumento da noradrenalina), muitos pacientes fizeram uso de superdoses do fármaco. No caso de um dos pacientes em questão, foram usadas cerca de 50 mg – o equivalente a cinco vezes a dosagem prescrita pelo médico. Após três horas da superdosagem, o paciente iniciou o quadro de desconforto, apresentando náuseas, tontura, hipertermia, cefaleia, agressividade, agitação, taquicardia, midríase e secura das mucosas (associada à perda de água, pela inibição do hormônio antidiurético (ADH), em decorrência da ingestão de bebida alcoólica.

 

Contraindicações da Ritalina

A Ritalina é contraindicada em pacientes com ansiedade, tensão, agitação, hipertireoidismo, hipertensão grave, insuficiência cardíaca, arritmia cardíaca, angina do peito grave, infarto do miocardio e glaucoma, assim como em pacientes com tiques motores ou com irmãos com tiques e ainda com diagnóstico ou história familiar de síndrome de Tourette.

Além disso, a Ritalina não deve ser administrada em pessoas que tomam remédios inibidores da MAO, devido o risco de crise hipertensiva, e em pessoas com conhecida hipersensibilidade ao metilfenidato ou a um dos componentes da fórmula.

Como não se sabe a segurança da ritalina durante a gestação, seu uso é contraindicado durante a gravidez. Esse remédio passa pelo leite materno e por isso se a mulher precisar de tratamento com Ritalina, não deverá amamentar nessa fase.

Superdosagem de Ritalina

Se muitos comprimidos de Ritalina forem acidentalmente tomados, vá imediatamente ao médico ou à emergência do hospital mais próximo. Informe ao médico em que momento foram tomados os comprimidos. Você pode necessitar de assistência médica.

Os sintomas de superdose são vômitos, agitação, dor de cabeça, tremores, espasmos musculares, batimento cardíaco irregular, rubor, febre, sudorese, dilatação das pupilas, dificuldade em respirar, confusão e convulsões.

 

Dr. Drauzio Varella fala sobre a Ritalina

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