Vacina contra o coronavírus: Será?

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Entre os primeiros na corrida global pela vacina contra o novo coronavírus, o laboratório americano de nome ‘Moderna’ recebeu os primeiros resultados promissores neste mês de maio, após uma fase inicial de testes clínicos de uma vacina baseada em uma tecnologia chamada RNA mensageiro.

Seria esta a solução definitiva contra a pandemia que está fazendo vítimas em todo o planeta? Confira tudo neste artigo agora mesmo.

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Vacina contra o coronavírus: a esperança chegando

Uma conceituada empresa americana de biotecnologia  chamada ‘Moderna’ anunciou segunda-feira, 18 de maio, resultados experimentais, mas encorajadores, para uma vacina, antes dos ensaios em larga escala agendados para julho.

Apensar de jovem, a empresa, na qual o governo dos EUA investiu US $ 483 milhões, anunciou resultados positivos desde a fase inicial dos ensaios clínicos.

Em oito pessoas, a vacina experimental chamada mRNA-1273 provocou uma resposta imune semelhante à observada naqueles que foram naturalmente infectados pelo vírus que causa o Covid-19.

O presidente Donald Trump, que quer 300 milhões de doses até janeiro para vacinar a população americana, imediatamente se alegrou.

Vi os resultados, e são surpreendentes. Estou muito feliz e os mercados estão subindo“, afirmou.

Essa primeira fase também teve como objetivo verificar se a vacina não é tóxica, e o laboratório Moderna relatou apenas alguns efeitos colaterais, como vermelhidão no local da injeção, por exemplo.

Quando os ensaios começarão?

A ‘Moderna’ iniciou os testes em humanos em 16 de março, entre os primeiros do mundo.

Até o momento, apenas 12 ensaios clínicos foram iniciados, metade deles na China, segundo a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, em cerca de cem casos.

Ansiosos pela vacina contra o coronavírus, os Estados Unidos investiu no início do projeto Moderna, bem como naqueles, menos avançados, do grupo americano Johnson & Johnson e do laboratório francês Sanofi, que possui unidades de produção nos Estados Unidos.

É muito cedo para prever o futuro dessa vacina, com base em uma tecnologia chamada RNA mensageiro que nunca provou ser eficaz.

A tecnologia visa fornecer ao corpo as informações genéticas necessárias para proteger preventivamente contra o coronavírus.

Os resultados completos do estudo de fase 1, em 45 participantes entre 18 e 55 anos, ainda não são conhecidos.

A vacina contra o coronavírus precisa esperar até a fase 3

“Isso não é uma má notícia”, ressalta Stephen Evans, professor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, observando que esses primeiros números não dizem respeito aos idosos, aqueles que estão mais em risco com a Covid-19.

A fase 2, de 600 pessoas, já recebeu o sinal verde da Agência Americana de Medicamentos e deve começar em junho deste ainda.

A fase 3, que geralmente acontece em milhares de pessoas, está prevista para começar em julho, disse Stephen Hoge, presidente da Moderna.

A empresa, fundada há nove anos e sediada em Cambridge, perto de Boston, até agora nunca recebeu uma licença de medicamento ou vacina.

Seis macacos da espécie rhesus, que receberam uma dose da vacina britânica há um mês, não contraíram o Covid-19 após serem expostos a ela, informou o New York Times.

Outras amostras, não vacinadas, ficaram doentes. “Os macacos rhesus são a coisa mais próxima dos humanos para esse tipo de teste”, disse Vincent Munster, o cientista que conduziu o experimento, ao The New York Times.

Mais de 2,7 milhões de pessoas já foram infectadas com o novo coronavírus em todo o mundo e quase 190.000 mortes são atribuídas ao Covid-19.

Vamos aguardar até que a vacina contra o coronavírus finalmente seja distribuída em todo o planeta.

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